Compartilhar
Informação da revista
Vol. 88. Núm. 1.
Páginas 4-8 (Janeiro - Fevereiro 2022)
Visitas
...
Vol. 88. Núm. 1.
Páginas 4-8 (Janeiro - Fevereiro 2022)
Artigo original
Open Access
Adaptação cultural da Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale para o espanhol da Colômbia
Visitas
...
Diana Carolina Cuéllar Sáncheza, Fidel Armando Cañasb, Yaná Jinkings de Azevedoa, Fayez Bahmad Jra,c,d,
Autor para correspondência
fayezbjr@gmail.com

Autor para correspondência.
a Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), Programa de Pós‐Graduação em Ciências da Saúde (PPG), Brasília, DF, Brasil
b Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil
c Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Medicina (FM), Faculdade de Oftalmologia e Otorrinolaringologia, São Paulo, SP, Brasil
d Instituto Brasileiro de Otorrinolaringologia, Brasília, DF, Brasil
Informação do artigo
Resume
Texto Completo
Bibliografia
Baixar PDF
Estatísticas
Figuras (2)
Tabelas (4)
Tabela 1. Fases metodológicas
Tabela 2. Porcentagens de entendimento da SSQ nos testes‐piloto 1 e 2 em espanhol da Colômbia
Tabela 3. Análise descritiva do Teste‐piloto 2da SSQ em espanhol da Colômbia
Tabela 4. Medidas de consistência interna da SSQ em espanhol da Colômbia
Mostrar maisMostrar menos
Material adicional (1)
Resumo
Introdução

A Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale tem sido amplamente usada para avaliar subjetivamente a capacidade auditiva, a perda auditiva funcional e o benefício resultante da estratégia de correção auditiva.

Objetivo

Traduzir e adaptar culturalmente a Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale para o espanhol da Colômbia a partir do português do Brasil, através de uma versão final que demonstre um percentual de entendimento superior a 85%.

Método

Foi dividido em três fases: na primeira, foram feitas a tradução, retrotradução e as modificações que foram definidas pela equipe de avaliação; nas outras duas, foram feitos dois testes piloto para 50 participantes; no primeiro, a compreensão de cada uma das frases que compunham a Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale foi avaliada em 25 pessoas e foram feitos ajustes; na segunda, o mesmo procedimento foi feito em outras 25 pessoas, mas o documento não foi alterado.

Resultados

Observou‐se que durante o teste‐piloto 1 houve dificuldade de entendimento nas questões número 2da Parte 1 (56% de entendimento) e nas questões 8, 9, 10, 12, 16 e 17da Parte 3 (75%)), enquanto em outras o grau de entendimento foi superior a 85%; entretanto, no teste‐piloto 2, o entendimento ficou acima de 85% em todas as perguntas. Além disso, o alfa de Cronbach (0,93) indicou que os itens que constituíam o teste mediam o mesmo construto e eram confiáveis.

Conclusão

O método usado permitiu obter a versão da Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale em espanhol da Colômbia com um percentual de entendimento superior a 85%.

Palavras‐chave:
Perda de auditiva
Questionário
Português
Espanhol
Texto Completo
Introdução

A audição é um dos sentidos mais importantes para o ser humano, não apenas porque permite permanecer alerta em caso de uma eventualidade, mas porque, em nível pessoal, concede acesso a um estímulo auditivo constante que gera diferentes sensações, como aquelas causadas pelo som de pássaros ou simplesmente um fluxo de água.1

O exposto acima facilita o uso da audição no mundo real, o que inclui monitorar o som ambiente, reconhecer e localizar eventos auditivos, analisar e controlar a voz, tirar proveito das experiências auditivas e, o mais importante, perceber a fala de outras pessoas e se comunicar oralmente de maneira eficaz.2

Quando ocorre diminuição da capacidade auditiva, mudanças na qualidade de vida das pessoas acontecem3 e é por isso que foram desenvolvidas ferramentas que examinam a vida diária das pessoas que se encontram nessas circunstâncias, entre elas: Handicap Hearing Inventory (HHI), Client Oriented Scale of Improvement (COSI), Open and General Glasgow Benefit Inventory e Entific Medical System QoL.4

Além disso, em 2004 Stuart Gatehouse e William Noble desenvolveram a Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ), que é atualmente composta por três partes com 49 perguntas, a primeira sobre audição para linguagem (14 perguntas), a segunda sobre audição espacial (17 perguntas) e a terceira, que enfatiza as qualidades auditivas (18 perguntas).5

A SSQ analisa as habilidades para segregar sons e atender a fluxos de voz simultâneos, bem como a naturalidade e clareza para ouvir ou identificar diferentes oradores, peças, instrumentos musicais e sons familiares. Ela foi projetada para calcular uma variedade de deficiências auditivas em vários domínios, como a linguagem em ambientes competitivos complexos e componentes direcionais de distância e movimento da audição espacial.5

A escala tem sido amplamente usada para avaliar o sentido subjetivo de capacidade auditiva, a perda auditiva funcional e o benefício resultante da estratégia de correção auditiva.6

Desde a sua criação em inglês, ela foi aplicada e adaptada a outros idiomas, como holandês,7 coreano,8 alemão,9 francês,10 persa,11 russo,12 dinamarquês, polonês, africâner, turco e espanhol;13 entretanto, no último idioma citado, existem formatos disponíveis para avaliar as crianças, seus pais e professores.14

Por outro lado, sua adaptação ao português do Brasil13 e ao português de Portugal15 foi baseada em uma pesquisa criada para adultos e originou‐se porque os contextos históricos de cada país produziram diferenças de idioma.16

Portanto, o objetivo deste estudo é traduzir e adaptar culturalmente a SSQ de adultos, do português do Brasil para o espanhol da Colômbia, através de uma versão final que demonstre um percentual de entendimento superior a 85%, conforme estabelecido por Miranda e Almeida em 2015, na adaptação que eles fizeram do mesmo questionário para o português do Brasil.13

Método

O desenho do estudo foi quantitativo, descritivo e transversal. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética sob número 14226719.2.0000.0030.

A equipe foi formada por dois falantes nativos de espanhol com um certificado de proficiência em língua portuguesa (CELPE‐BRAS), concedido a estrangeiros com desempenho satisfatório,17 e dois falantes nativos de português que fizeram cursos em espanhol.

Participaram 50 pessoas com mais de 18 e menos de 50 anos, 25 mulheres e 25 homens, de nacionalidade colombiana, alfabetizados em espanhol; aproximadamente 60% eram fonoaudiólogos, médicos, biólogos, economistas, engenheiros, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais, enquanto os 40% restantes haviam terminado o ensino médio. Todos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e disseram que achavam que tinham boa audição. Não foram feitos testes objetivos a esse respeito porque o que se buscou foi facilitar a compreensão textual.

O processo metodológico foi dividido em quatro fases (tabela 1), nas quais todos os membros da equipe intervieram.

Tabela 1.

Fases metodológicas

Fase  1Primeira versão em espanhol  2Segunda versão em espanhol  3Versão final em espanhol  4Comparação 
Tarefas  Tradução(português para o espanhol).2 tradutores  Teste‐piloto 1(n=25)  Teste‐piloto 2 (n=25)  Versão final em espanhol da Colômbia e português do Brasil 
  Retrotradução(espanhol para o português).2 outros tradutores       
  Comitê deespecialistas  Comitê de especialistas     
  Ajustes  Ajustes     
Fase 1

Dois dos pesquisadores fizeram a tradução do português para o espanhol e, em seguida, outros dois efetuaram a retrotradução, isto é, a tradução do espanhol para o português, para examinar a equivalência entre os idiomas e evitar variações conceituais, de item, semânticas, operacionais, de medida e funcionais.

Em seguida, ela foi avaliada por um comitê de especialistas formado por três fonoaudiólogos com experiência na área da língua espanhola. As modificações necessárias foram concluídas e a primeira versão do documento foi obtida.

Fase 2

Como na adaptação brasileira,13 a população foi dividida em dois grupos de 25 pessoas cada, para que o primeiro fizesse o teste‐piloto 1 e o segundo, o teste‐piloto 2.

Nesta fase, o teste‐piloto número 1 foi feito. A versão da SSQ resultante da Fase 1 foi apresentada e pediu‐se a eles que lessem cada pergunta para responder o quão compreensível a frase lhes parecia em uma variação de 0 a 1, na qual 0 era igual a “não tão compreensível” e 1 “compreensível”, como mostra o exemplo da figura 1.

Figura 1.

Exemplo de formato de avaliação obtido da pergunta 1da parte 1 do SSQ em espanhol colombiano.

(0,13MB).

Posteriormente, o comitê de especialistas revisou, as respostas foram analisadas, os problemas foram identificados, os ajustes foram feitos e a segunda versão foi obtida.

Fase 3

Nesta fase, o teste‐piloto 2 foi feito graças à SSQ da Fase 2. Nenhuma alteração foi necessária, portanto foi determinado que a versão final havia sido alcançada.

Fase 4

A SSQ da Fase 3 foi comparada com cada item da versão brasileira,13 embora tenha sido observado que ela era válida para o contexto colombiano e, pelo mesmo motivo, permaneceu a mesma.

Resultados

No teste‐piloto 1da Fase 2, observou‐se que todos tiveram dificuldades nas questões número 2da parte 1 (compreensão de 56%) e nas questões 8, 9, 10, 12, 16 e 17da parte 3 (compreensão de 75%), porque o percentual de entendimento foi superior a 68% e inferior a 84%. Cabe ressaltar que as demais questões atingiram uma média superior a 85%.

No teste‐piloto 2da Fase 3, observou‐se que todas as respostas estavam acima de 85%, o que mostrou que a versão alcançada era a definitiva.

Na tabela 2 pode‐se observar os dados das médias obtidas nos dois testes piloto, de acordo com o número de perguntas que pertencem a cada parte da SSQ; portanto, há 10 caixas sem valores. As áreas sombreadas indicam valores abaixo de 85% e as demais referem‐se àquelas que excederam esse percentual.

Tabela 2.

Porcentagens de entendimento da SSQ nos testes‐piloto 1 e 2 em espanhol da Colômbia

Questão(%)  10  11  12  13  14  15  16  17  18 
Teste‐piloto 1 – Parte 1  92  56  100  100  100  100  100  100  100  100  100  100  100  100  –  –  –  – 
Teste‐piloto 2 – Parte 1  100  96  100  100  100  100  100  96  100  100  100  100  100  100  –  –  –  – 
Teste‐piloto 1 – Parte 2  100  100  100  100  100  100  100  100  100  100  100  100  100  96  96  92  96  – 
Teste‐piloto 2 – Parte 2  100  100  100  100  100  100  100  100  100  96  100  100  100  92  88  96  100  – 
Teste‐piloto 1 – Parte 3  100  100  96  100  100  100  100  80  76  72  96  84  100  100  92  71  68  96 
Teste‐piloto 2 – Parte 3  100  100  100  100  100  100  100  96  96  100  92  100  100  100  100  100  100  100 

Na tabela 3, é feita uma análise descritiva do teste‐piloto 2da Fase 3, na qual fica evidente que os pontos médios das partes 1, 2 e 3 variaram de 8,0 a 9,8, os desvios‐padrão de 0,50 a 2,50, os mínimos de 4 a 9 e todos os máximos mostram um valor igual a 10.

Tabela 3.

Análise descritiva do Teste‐piloto 2da SSQ em espanhol da Colômbia

Parte  Questão  10  11  12  13  14  15  16  17  18 
Padrão  8,3  9,8  9,0  8,2  8,3  9,1  8,9  8,3  8,6  8,2  8,8  8,1  9,2  8,7  –  –  –  – 
  Desvio  1,40  0,50  1,14  1,26  1,07  1,51  1,38  1,49  1,08  1,50  2,50  1,54  0,99  1,79  –  –  –  – 
  Mínimos  –  –  –  – 
Padrão  8,0  8,3  8,9  8,5  8,4  8,3  8,1  8,1  8,2  8,0  8,7  8,1  8,8  8,4  8,5  8,2  8,1  – 
  Desvio  1,40  1,43  1,24  1,29  1,29  1,31  1,08  1,29  1,53  1,58  1,54  1,54  1,29  1,71  1,42  1,40  1,36  – 
  Mínimos  – 
Padrão  9,0  8,2  8,8  9,1  9,6  9,0  8,0  9,0  9,0  8,8  9,0  9,0  8,3  9,0  8,4  8,3  8,9  8,0 
  Desvio  0,87  1,16  1,01  1,01  0,50  1,08  1,40  1,17  1,04  1,22  1,08  1,21  1,44  1,38  1,26  1,50  0,88  1,44 
  Mínimos 

Da mesma maneira, foi encontrado o alfa de Cronbach, um método que calcula a consistência interna para determinar a confiabilidade de um instrumento de medição,18 e foi obtido um valor de 0,930, indicou que os itens que compunham a escala mediram o mesmo construto e eram confiáveis (tabela 4).

Tabela 4.

Medidas de consistência interna da SSQ em espanhol da Colômbia

Parte  Questão n°  Alfa de Cronbach 
14  0,731 
17  0,852 
18  0,881 
Total  49  0,930 
Discussão

No teste‐piloto 1, Miranda e Almeida encontraram médias de compreensão inferiores a 85%, na questão 14da parte 2 e na questão 5da parte 3,13 enquanto neste estudo elas foram identificadas na questão 2da parte 1 e nas questões 8, 9, 10, 12, 16 e 17da parte 3. Apesar disso, em ambos os casos as outras questões alcançaram uma média de entendimento superior a 85%.

Por outro lado, em Portugal, os participantes expressaram dúvidas nas questões 1, 2, 3, 4, 6, 8 e 9da Parte 1, nas questões 10, 11, 12, 13, 14 e 16da Parte 2 e nas questões 7 e 10da Parte 3.15

No teste‐piloto 2, no Brasil eles alcançaram 91,6% de entendimento em todas as questões13 e na Colômbia excederam os 85%; isso significa que as melhorias feitas pelos dois grupos após o teste‐piloto 1 foram eficazes.

Para os brasileiros, os pontos médios das partes 1, 2 e 3 oscilaram entre 5,8 e 9,7, os desvios‐padrão de 0,57 a 3,32 e os mínimos de 0 a 8;13 enquanto que para os colombianos, os pontos médios ficaram entre 8,0 e 9,8, os desvios‐padrão de 0,50 a 2,50 e os mínimos de 4 a 9. Nas duas investigações, todos os máximos foram iguais a 10, exceto os primeiros, porque de 14da parte 1 eles alcançaram um 9.13

Levando em consideração as 49 questões que constituíram o teste, o alfa de Cronbach nas versões brasileira,13 colombiana, francesa10 e iraniana11 foi superior a 0,9, indicou que o trabalho havia produzido resultados confiáveis.

Como pode ser visto, a metodologia permitiu que as adaptações fossem feitas em cada um dos países em questão, pois é um procedimento que funciona e pode ser usado em outras regiões.

Mesmo assim, ao aplicar o teste, algumas palavras causaram erros de interpretação porque não ajudaram a entender o significado das perguntas, como foi o caso da pergunta 2da parte 1, que inicialmente se referia a um “tapete” (alfombra em espanhol), ou nas perguntas 8, 9, 10, 12, 16 e 17da parte 3, nas quais as opções de resposta diminuíram a compreensão média.

Por exemplo, na pergunta número 10da Parte 3 apareceu: as vozes das outras pessoas soam claras e naturais? E na resposta: de alguma forma vs. perfeitamente; isso causou confusão, porque parecia não haver coerência entre a pergunta e a resposta, portanto foi modificado para: não tão clara versus clara (fig. 2). Nas outras questões nas quais foram encontradas dificuldades, mudanças semelhantes foram feitas.

Figura 2.

Exemplo de formato de avaliação obtido da pergunta 10da parte 3 do SSQ em espanhol colombiano.

(0,12MB).

Como na adaptação do português europeu,15 várias pessoas afirmaram que o teste era muito extenso, de modo que o tamanho da fonte foi reduzido e o desenho foi refeito para que ficasse visualmente mais curto; essas observações também foram feitas por alguns pesquisadores no Brasil19 e na França20 e é por isso que eles propuseram uma versão com menos perguntas.

Não há dúvida de que esse instrumento permite uma avaliação eficaz antes, durante e após a reabilitação auditiva e que sua versatilidade significa que pode ser aplicado a pessoas que usam diferentes tipos de produtos de suporte uni ou bilaterais.15 Por esse motivo, espera‐se que, dessa forma, seja feito um melhor acompanhamento dos usuários que estão em tratamento, promova‐se o uso do questionário na prática clínica.21

Como um passo a seguir, ele promoveu a adaptação e validação pediátrica e para adultos, tanto em formato longo quanto em formato curto, porque esse questionário precisa de uma adaptação intercultural padrão a fim de ser comparada em vários idiomas e países.22

Conclusão

O método usado para a tradução e adaptação do questionário a partir do português do Brasil resultou na versão da SSQ em espanhol da Colômbia (Material Suplementar 1), com um percentual de entendimento superior a 85%.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Agradecimento

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Referências
[1]
I. Margaret, Wallhagen.
The Stigma of Hearing Loss.
Gerontologist., 50 (2010), pp. 66-75
[2]
A. Brad, Stach.
The Nature of Hearing In: Plural Pub Inc. Clinical Audiology: An Introduction. 2nd ed.
[3]
D.S. Dalton, K.J. Cruickshanks, B.E. Klein, R. Klein, T.L. Wiley, D.M. Nondahl.
The Impact of Hearing Loss on Quality of Life in Older Adults.
Gerontologist., 43 (2003), pp. 661-668
[4]
M. Barbara, M. Biagini, A.I. Lazzarino, S. Monini.
Hearing and quality of life in a south European BAHA population.
Acta Otolaryngol., 130 (2010), pp. 1040-1047
[5]
S. Gatehouse, W. Noble.
The Speech Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ).
Int J Audiol., 43 (2004), pp. 85-99
[6]
P. Zahorik, A.M. Rothpletz.
Speech Spatial, and Qualities of Hearing Scale (SSQ): Normative data from young, normal‐hearing listeners.
J Acoust Soc Am., 135 (2014), pp. 2163
[7]
K. Demeester, V. Topsakal, J.J. Hendrickx, E. Fransen, L. van Laer, G. Van Camp, et al.
Hearing disability measured by the speech, spatial, and qualities of hearing scale in clinically normal‐hearing and hearing‐impaired middle‐aged persons, and disability screening by means of a reduced SSQ (the SSQ5).
Ear Hear., 33 (2012), pp. 615-626
[8]
B.J. Kim, Y.H. An, J.W. Choi, M.K. Park, J.H. Ahn, S.H. Lee, et al.
Standardization for a Korean version of the speech, spatial and qualities of hearing scale: study of validity and reliability.
Korean J Otorhinolaryngol Head Neck Surg., 60 (2017), pp. 279-294
[9]
J. Kiessling, L. Grugel, H. Meister, M. Meis.
Übertragung der Fragebögen SADL, ECHO und SSQ ins Deutsche und deren Evaluation. German translations of questionnaires SADL.
ECHO and SSQ and their evaluation. Z Audiol., 50 (2011), pp. 6-16
[10]
A. Moulin, A. Pauzie, C. Richard.
Validation of a French translation of the Speech, Spatial, and Qualities of Hearing Scale (SSQ) and comparison with other language versions.
Int J Audiol., 54 (2015), pp. 889-898
[11]
Y. Lotfi, A.R. Nazeri, A. Asgari, A. Moosavi, E. Bakhshi.
Iranian Version of Speech Spatial, and Qualities of Hearing Scale: A Psychometric Study.
Acta Med Iran., 54 (2016), pp. 756-764
[12]
G.S. Tufatulin, S.A. Artyushkin.
Validation of the Russian language version of the SSQ questionnaire.
Vestn Otorinolaringol., 81 (2016), pp. 17-22
[13]
E.C. Miranda, K. Almeida.
Adaptação cultural do questionário Speech Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ) para o Português Brasileiro.
Audiol Commun Res., 20 (2015), pp. 215-224
[14]
K.L. Galvin, W. Noble.
Adaptation of the Speech, Spatial, and Qualities of Hearing Scale for use with children, parents, and teachers.
Cochlear Implants Int., 14 (2013), pp. 135-141
[15]
I. Pereira, J. Ferreira, C. Duarte.
The Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale - tradução e adaptação cultural para o português europeu [doctoral dissertation].
[16]
E. Gozze.
Variedades do português no mundo e no Brasil.
Cienc Cult., 57 (2005), pp. 31-34
[17]
Embajada del Brasil en Bogotá ? Certificado de proficiencia en lengua portuguesa para extranjeros (Celpe‐Bras). <http://bogota.itamaraty.gov.br/es‐es/certificado_de_proficiencia_en_lengua_portuguesa‐celpe‐bras.xml>. Accessed January 6, 2020.
[18]
H. Oviedo, A. Campo-Arias.
Aproximación al uso del coeficiente alfa de Cronbach.
Rev Colomb Psiquiatr., 34 (2005), pp. 572-580
[19]
E.C. Miranda, K. Almeida.
Incapacidade auditiva medida por meio do questionário Speech Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ): estudo piloto da versão reduzida em Português Brasileiro.
Audiol Commun Res., 22 (2017), pp. 700-709
[20]
A. Moulin, J. Vergne, S. Gallego, C. Micheyl.
A New Speech, Spatial, and Qualities of Hearing Scale Short‐Form: Factor, Cluster, and Comparative Analyses.
Ear Hear., 40 (2019), pp. 938-950
[21]
L. Macedo, A. Pupo, C. Balieiro.
Aplicabilidade dos questionários de auto‐avaliação em adultos e idosos com deficiência auditiva.
Distúrbios Comun., 18 (2006), pp. 19-25
[22]
S. Arlinger.
Can we establish internationally equivalent outcome measures in audiological rehabilitation?.

Como citar este artigo: Sánchez DC, Cañas FA, Azevedo YJ, Bahmad Jr F.Cultural adaptation of the speech, spatial and qualities of hearing scale to Colombian Spanish. Braz J Otorhinolaryngol. 2022;88:4–8.

A revisão por pares é da responsabilidade da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico‐Facial.

Copyright © 2020. Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
Idiomas
Brazilian Journal of Otorhinolaryngology

Receba a nossa Newsletter

Opções de artigo
Ferramentas
Material Suplementar
en pt
Announcement Nota importante
Articles submitted as of May 1, 2022, which are accepted for publication will be subject to a fee (Article Publishing Charge, APC) payment by the author or research funder to cover the costs associated with publication. By submitting the manuscript to this journal, the authors agree to these terms. All manuscripts must be submitted in English.. Os artigos submetidos a partir de 1º de maio de 2022, que forem aceitos para publicação estarão sujeitos a uma taxa (Article Publishing Charge, APC) a ser paga pelo autor para cobrir os custos associados à publicação. Ao submeterem o manuscrito a esta revista, os autores concordam com esses termos. Todos os manuscritos devem ser submetidos em inglês.